Embalagens Ativas para Produtos Perecíveis

Atualmente com o desenvolvimento tecnológico, novos produtos e serviços estão ganhando destaque no mercado. Com isso, um dos setores em bastante desenvolvimento é o setor alimentício. Hoje, a crescente demanda dos consumidores por produtos menos industrializados e processados, que mais se assemelham com os produtos in natura, claramente tem grande impacto na indústria alimentícia, mas também impactou diretamente no setor de embalagens, impondo novas necessidades a essas. Tradicionalmente, desejava-se que as embalagens interagissem o mínimo possível com os alimentos que essas acondicionavam, constituindo barreiras inertes. No entanto, atualmente, umas das tecnologias desenvolvidas nesse setor, são as embalagens ativas, as quais tem por objetivo interagir sim com o alimento, mas de maneira desejada. Através dessas embalagens ativas, espera-se assegurar a qualidade e segurança do produto durante toda a sua vida de prateleira. Vale lembrar que as embalagens no geral, aumentam a segurança dos alimentos por formar barreiras contra as contaminações microbiológicas e químicas. Contudo, as embalagens ativas devem possuir funções adicionais e para isso, há diversas tecnologias, já utilizadas no mercado, que permitem essa nova forma de embalar alimentos, são elas:

1 – Absorção de compostos que favorecem a deterioração dos alimentos, como por exemplo a absorção de oxigênio, dióxido de carbono, umidade, etileno, entre outros. Cada composto atua de forma distinta na deterioração do produto e por isso deve-se avaliar qual é o composto que mais causa danos ao alimento em questão e a partir disso, decidir o que é mais interessante ser absorvido pela embalagem, por exemplo, ao absorver oxigênio, a embalagem é responsável pela redução das taxas de metabolismo, do crescimento de microrganismos aeróbios e da oxidação, no caso de frutas e hortaliças in natura.

2 – Liberação de compostos que aumentem a vida de prateleira, como por exemplo etanol e aditivos químicos. Da mesma forma, o composto a ser liberado depende do alimento que será embalado, assim, em sistemas que liberam etanol, são geralmente utilizados em produtos de panificação e queijos, pois o etanol se condensa na superfície desses alimentos inibindo o crescimento bacteriano.

3 – Monitoramento da vida de prateleira, através de pH e temperatura por exemplo. Esse monitoramento é possível através de indicadores, que geralmente mudam sua coloração, indicando se houve alterações dessas variáveis, o que indica que esse produto já não está mais adequado ao consumo.

Em vista disso, as embalagens ativas são ótimas ferramentas para garantir a segurança e qualidade dos alimentos, e ainda não alteram a funcionalidade do alimento nem suas propriedades organolépticas, como odor, sabor e textura.

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AZEREDO, Henriette Monteiro Cordeiro de; FARIA, José de Assis Fonseca; AZEREDO, Alberto Monteiro Cordeiro de. Embalagens ativas para alimentos. Ciênc. Tecnol. Aliment.,  Campinas ,  v. 20, n. 3, p. 337-341,  Dec.  2000 .   Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612000000300010&lng=en&nrm=iso>. access on  23  Apr.  2021.  https://doi.org/10.1590/S0101-20612000000300010.

BOLETIM DE TECNOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DE EMBALAGENS, 2016, Instituto de Tecnologia dos Alimentos. Embalagens Ativas para Produtos Perecíveis […]. [S. l.s. n.], 2016. 12 p. v. 23. Disponível em: http://www.ital.agricultura.sp.gov.br/arquivos/cetea/informativo/v28n3/artigos/v28n3_artigo3.pdf. Acesso em: 23 abr. 2021.

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